noticias

Elza Soares, Sandra de Sá, Criolo, Lenine, Chico César, Renegado, projeto Cine Pedal Brasil, Trupe Gaia, Giramundo estão entre as atrações da Virada Cultural, que movimenta diversos palcos por Belo Horizonte entre 9 e 10 de julho. Realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, com patrocínio da Vivo, por meio da Plataforma Vivo Transforma, o festival reúne cerca de 500 atrações de diferentes manifestações artísticas, como música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, intervenções urbanas, cultura popular, gastronomia, artes integradas, cinema, entre outras. Ao todo são 15 palcos, sendo 11 oficiais e 4 parceiros. A Virada Cultural é correalizada pela Associação de Amigos do Museu Histórico Abílio Barreto (AAMHAB). 

“A Virada Cultural de Belo Horizonte chega à sua quarta edição com a proposta de fazer pulsar a arte e a cultura nas ruas e praças da cidade. É um evento que reflete a conjunção de todas as vertentes artísticas e vem ao encontro da nova forma de viver Belo Horizonte balizada na humanização do espaço público, com uma ocupação pela cultura e pelas artes”, ressalta o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira.   

Para Simone Araújo, Diretora de Ação Cultural da Fundação Municipal de Cultura, o evento proporciona novas experiências para os moradores de BH. “A Virada Cultural de BH é uma pausa para viver a cidade de forma diferente. São 24 horas de muita música, dança, teatro, circo, literatura, artes visuais, cultura popular e tantas outras manifestações, a maioria concentrada no hipercentro da cidade, promovendo a alegria do encontro entre artistas e pessoas de várias gerações de forma criativa e generosa”, define Simone Araújo, Diretora de Ação Cultural da Fundação Municipal de Cultura.  

NOVIDADES

A quarta edição da Virada vem com novidades como o Palco itinerante, o projeto Cine Pedal e a ocupação de novos espaços. O Palco Itinerante é uma intervenção urbana que, por ter uma estrutura dinâmica e facilmente desmontável, ocupa diferentes espaços pontuais da cidade. Entre os artistas que se apresentam estão a roda de choro Choro de Varanda, o tradicional Quarteirão do Soul, e o sarau Miss Corações Solitários, do Museu da Imagem e do Som.

Neste ano, a Virada potencializa a ocupação dos espaços públicos aumentando o número de atrações artísticas e culturais do segmento “No Circuito”, atividades que acontecem fora dos palcos, nas ruas, esquinas e faixadas. Elas subiram de 32, para 62 em comparação a última edição do evento, e trazem apresentações que circulam pela cidade como o Bloco da Bicicletinha e a intervenção Corpos Negros na Cidade. Também estão presentes instalações como a Rede Social, em que redes de balanço e uma mesa de café posta convidam as pessoas a uma parada na Praça Sete.

Outra novidade é a integração da Praça da Rodoviária na programação, que irá receber a performance audiovisual HOL – Ponto; um videogame sem vencedor, nove DJs e quatro VJs da festa MASTERplano, e a instalação FONE. Em 2016, a Virada retoma outros dois espaços que já foram ocupados em edições anteriores. O palco na Praça Afonso Arinos receberá shows de Renato Savassi e Adriano Campagnani, no sábado, em parceria com o Projeto Circuito Instrumental, e no domingo a cantora Sara Não Tem Nome. Já a Praça da Liberdade recebe um palco colaborativo. A programação conta com atrações especiais em uma parceria com o IEPHA e o Circuito Liberdade, shows do Projeto Circuito Instrumental, no sábado, além de ações como espetáculos teatrais, aulas do Bike Anjo e distribuição de mudas da Horta Compartilhada do Centro Cultural Venda Nova.

No domingo, pela primeira vez, a Tradicional Festa de Santo Inácio, em parceria com o projeto Meu Vizinho Pardini, da Hermes Pardini integra a Virada com dois palcos parceiros. Entre as atrações estão os grupos Giramundo e Super Som C&A.

Já o projeto parceiro Cine Pedal Brasil, festival itinerante que tem como objetivo incentivar a mobilidade, ocupará o Gramado Lago dos Barcos no Parque Municipal, exibindo filmes projetados a partir da energia gerada por meio de bicicletas.

PROGRAMAÇÃO

Neste ano, o número de atrações locais escolhidas via seleção pública aumentou mais de 11% em relação a 2015, contabilizando 145 ações. Parceria com empresas e instituições, como Sesc, Hermes Pardini, CUFA (Central Única de Favelas), a produtora Macaco Prego, dentre outras, colaboram para ampliar as atividades da Virada. O rapper Dexter abre, às 19h de sábado, o Palco Praça da Estação, parceria do evento com a CUFA. Na sequência o palco recebe o mineiro Flávio Renegado, às 21h, e Criolo, às 22h30, com o show “Ainda Há Tempo”.

Neste ano, o Sesc replica o modelo do ano passado, com a programação especial desenvolvida pelo Sesc Palladium contando com 40 atividades. Além disso, ele oferece atrações ancoradas no projeto Minas ao Luar dentro dos palcos oficiais do evento. Entre elas o encerramento do Palco da Praça Estação na noite de domingo com o show “A mulher do fim do Mundo”, novo trabalho de Elza Soares. A artista ícone da MPB considerada a cantora do milênio pela BBC.

O artista paraibano Chico César, também convidado pelo Minas ao Luar, se apresenta no Palco Guaicurus, às 2h do domingo. Além dele a Guaicurus recebe também o grupo de dança Cia de Dança Fissura, a performer Gaby Whinehouse, as bandas Mamutte Embanda e Djalma Não Entende de Política, além de atrações carnavalescas como a Roda de Timbau, o Bloco Garotas Solteiras, e a Approach. O encerramento fica por conta de Marcelo Veronez.

O Parque Municipal recebe o show de Sandra de Sá, que se apresenta por volta de uma da manhã de domingo. A apresentação é parceria com o Festival Sarará, da produtora Macaco Prego, que também trará o bloco Baianas Ozadas, às 14h30, e o cantor Lenine, com show de encerramento do palco no domingo, às 19h.

O Viaduto Santa Tereza recebe uma programação especial para os “pés de valsa” no sábado, abrindo as atividades com um baile de gafieira do grupo Senta a Pua, às 19h, no Palco Arcos, localizado na esquina com Rua da Bahia. Em seguida a aula de samba e ritmos latinos de Maíra Rodrigues e Roneis Rodrigues prepara o público para curtir às 23h30 a Noche Cubano-Caribeña, de Teresa Morales e Banda. A madrugada de domingo será no ritmo da black music e tarde fica reservada para atrações de samba, e um aulão de dança do grupo Be Hoppers ao som da Academia Musical Orquestra Show – AMOS, da PMMG.

Ao longo do viaduto também acontecem feiras, instalações, sarais, oficinas e exposições durante as 24 horas de evento, como a Haus of Ménage – Drag Deluxe, oficina de iniciação à maquiagem artística, além da Mostra de filmes Vila Colorê e lançamentos de livros no domingo.

O Palco do Viaduto, localizado na Rua Aarão Reis, tradicionalmente ocupado por movimentos culturais urbanos, mantém a tradição do hip hop com as atrações Negra-Lud, Kdu dos Anjos, o lançamento do disco Vivenciar de Vinicin, Zaika dos Santos, Rodrigo Borges e Roger Deff. O palco também recebe cinco bandas do MURRO, Movimento Undergroud Rock’n’Roll, a terceira edição da batalha de passinhos de funk, DUELA BH!, e o Campeonato de Basquete de Rua do Baixo Centro.

Já o palco Praça Sete recebe atrações de diferentes estilos musicais, como MPB e sertanejo. Entre as atrações estão Chico Lobo, com a 2ª Mostra Internacional de Violas, e a homenagem a Elis Regina, de Andrea Amendoeira, no espetáculo de encerramento.

VIRADINHA | PROGRAMAÇÃO INFANTIL

Neste ano, a Viradinha ganha força, com mais de 80 atrações infantis, o dobro de atividades oferecidas para o público em 2015. Diversos espetáculos teatrais infantis, exibições de filmes e contações de história ocorrem em todos os pontos da Virada, principalmente na manhã e a tarde de domingo no Palco Artes Cênicas e Espaço Diverso (Parque Municipal), nos arcos do Viaduto Santa Tereza e no Museu Histórico Abílio Barreto. A Av. dos Andradas recebe o 1º Viradão Circense da Trupe Gaia, que irá reunir diversos coletivos circenses da cidade em 31 atividades, entre elas oficinas, exibição de filmes, espetáculos e atividades relacionadas ao universo do circo.

MOBILIDADE

Em 2016, a FMC repete a parceria com a BHTrans, por meio do Programa PedalaBH, e garante ciclovias operacionais para a população durante a Virada. Ela terá aproximadamente 5 km e será criada com equipamentos móveis de sinalização, como cones, balizadores e faixas, interligada à rede cicloviaria da área central. Com isso, espera-se permitir o fácil acesso e a circulação segura de ciclistas aos palcos e equipamentos culturais do evento. 

Vivo Transforma

A Virada Cultural de Belo Horizonte tem o patrocínio da Vivo por meio da plataforma Vivo Transforma, criada para promover a conexão entre as pessoas e a democratização do acesso à cultura. Em 2016, serão dezenas de projetos apoiados por meio das leis de incentivo fiscal em diferentes regiões do país, com foco em transformação social por meio do ensino da música, da revelação de novos talentos e da valorização da cultura nacional.